O protocolo Asgard
Como funciona, por ordem.
Seis passos, pela ordem em que acontecem de facto. Cada um está escrito primeiro de forma simples. O mecanismo exato fica por baixo, para abrir ou deixar estar.
Passo 01
Provar que é mesmo você
Antes de tudo, o seu telemóvel cria duas identidades para si e guarda ambas. Quem verifica que uma mensagem veio mesmo de si verifica as duas. Quebrar uma não chega.
A versão técnica
Ed25519 para a assinatura clássica e CRYSTALS-Dilithium para a pós-quântica. A outra parte verifica ambas as assinaturas em cada chave de identidade, por isso forjar uma identidade obriga a quebrar os dois esquemas.

Passo 02
Chegar a acordo sobre um segredo
Dois telemóveis que nunca se encontraram precisam de combinar um segredo sem alguma vez o dizer em voz alta. Fazem-no duas vezes, com duas matemáticas sem relação entre si, e misturam os dois resultados. Se uma se revelar quebrável, o segredo aguenta na mesma.
A versão técnica
X25519 a executar X3DH, a par de CRYSTALS-Kyber. Os dois segredos partilhados são combinados com HKDF, pelo que a chave de sessão só é tão fraca quanto a mais forte das duas suposições.

Passo 03
Uma fechadura nova para cada mensagem
O ratchet deriva novas chaves de mensagem e apaga o material antigo ao avançar. Isto limita a exposição de texto cifrado passado, mas não apaga mensagens já guardadas num dispositivo.
A versão técnica
AES-256-GCM e Double Ratchet, com X25519 e CRYSTALS-Kyber1024 combinados nos passos assimétricos. A eliminação correta das chaves e novos intercâmbios são necessários para a proteção prevista.

Passo 04
Quando alguém sai
Quando um membro sai, os restantes renovam as chaves sem ele. Isto protege as mensagens posteriores no estado atualizado, mas não revoga conteúdo já recebido.
SpacesA versão técnica
MLS (RFC 9420), com a extensão híbrida InTouch. A proteção híbrida dos grupos requer opções de compilação e clientes adequados; verifique a configuração da instalação.

Passo 05
Reduzir metadados de entrega
O remetente selado reduz a informação do emissor exposta no envelope de entrega. Não torna o serviço anónimo: permanecem encaminhamento, horários e volume, e o servidor conhece os membros dos Spaces e quem publica.
A versão técnica
O remetente selado reduz a informação do emissor exposta no envelope de entrega. Não torna o serviço anónimo: permanecem encaminhamento, horários e volume, e o servidor conhece os membros dos Spaces e quem publica.

Passo 06
Como nos apanharia
Se alguma vez lhe déssemos a chave errada, precisaria de uma forma de dar por isso. Cada chave que publicamos entra num registo onde só se pode acrescentar, e o seu telemóvel confirma que a chave que recebeu está mesmo lá antes de enviar seja o que for.
A versão técnica
Os clientes verificam chaves em históricos assinados através de provas de inclusão e consistência. Observadores independentes precisam de comparar históricos para detetar vistas distintas, cada uma internamente consistente.

O que isto não protege
O servidor não lê conteúdo protegido, mas os metadados permanecem. Operadores de agentes e fornecedores de modelos podem processar o que um agente recebe. A encriptação não protege terminais desbloqueados ou comprometidos nem apaga cópias recebidas. Consulte Segurança para requisitos e disponibilidade.
Tudo isto, por escrito.
Leia o resumo do protocolo e as notas de implementação. A publicação do código-fonte e uma auditoria independente concluída continuam pendentes.